3 de novembro de 2020

Como o Espiritismo entende a morte?



É interessante observar a forma como, muitas das vezes, lidamos com a morte. Muitos de nós vivemos nossas vidas como se este momento estivesse muito distante, ou mesmo como se nunca fosse chegar. Preferimos esquecer, não falar no assunto para que não soframos com a ideia de separação. Para muitos, a morte significa destruição, não só do corpo, mas também da individualidade, das afeições e dos objetivos traçados aqui no mundo físico. Nesse sentido, vem acompanhada de muitas incertezas e isso apavora. 

No entanto,  a morte, como dizem, "é a única certeza da vida”, e malgrado àqueles que a ignoram ardentemente, ela está presente no ciclo  de funcionamento do nosso planeta. Como resolver esse impasse? Como aceitar e encarar naturalmente o fato de que um dia morreremos? Em João (8:32) está a resposta para esse tipo de questionamento: "E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará." Sim, o conhecimento nos liberta da ignorância e, por consequência, dos medos. Tememos o que não sabemos. 

O Espiritismo - Terceira Revelação Divina - possui um papel fundamental para a libertação das consciências, trazendo-nos os conhecimentos de quem somos, de onde viemos, para onde vamos e por que estamos aqui. Através da consolação e da esperança, banhados pela luz dessas informações, conseguimos compreender que a vida na Terra é apenas um instante diante da eternidade do Espírito, daquela vida eterna prometida pelo Mestre Jesus Cristo.

A união entre ciência e religião que a Doutrina Espírita proporciona permite entendermos que esse processo de desligamento do Espírito em relação à matéria – a morte –  nada tem mais de assustador, visto que passa a ser enxergado como uma força transformadora, e não mais como uma força destruidora. Não é mais o corpo que possui um Espírito, mas sim, um Espírito que, momentaneamente, detêm um corpo. A vida se mostra, então, exuberante, sem fim.

O livro Ave Cristo, trazido pelo Espírito Emmanuel, através da mediunidade de Chico Xavier, nos ensina que a sublimidade de tal compreensão é o auge da libertação do Espírito do medo da morte. Os mártires cristãos, por exemplo, diante de mortes terríveis e inevitáveis, cantavam louvores a Deus, compreendendo que era chegada a hora. Tal desassombro desses cristãos, frequentemente, foi interpretado por seus perseguidores como desejo de morrer.

Que possamos continuar estudando e nos esforçando para compreender a transitoriedade do corpo físico, preparando-nos, ainda neste mundo, para o grande retorno a nossa pátria espiritual. Cientes da imortalidade da nossa existência, poderemos como o grande mestre de Lion, Allan Kardec , afirmar sem medo ou dúvidas, de uma vez por todas: “Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sempre, tal é a lei.”


27 de outubro de 2020

Para reflexão

 Ao longo desses 25 anos de existência da Caravana, a Espiritualidade – através da figura da nossa mentora Irmã Amálya – nos proporcionou momentos de muito aprendizado por meio do diálogo, a cada palavra de ânimo, consolo e alerta dividida conosco. 

Compartilhamos com vocês uma das reflexões trazidas pela mentora, cuja autoria não é necessariamente sua.



20 de outubro de 2020

Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita

A Mansão do Caminho, em parceria com a a Federação Espírita Brasileira (FEB), promoverá um curso online gratuito de Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita (ESDE) a partir de 25 de outubro, às 17h. As aulas serão transmitidas pelos canais sociais da Mansão do Caminho e da FEB. Não é necessário realizar inscrição. Participe! 




13 de outubro de 2020

Poema aos Evangelizadores


Evangelizadores,

são uns amores,

alegres, versáteis,

comunicativos e dedicados.

 

Para nos trazerem o tema,

perdem dias e noites.

Nem sempre estão bem,

às vezes, sentem dores.

Mesmo assim, conseguem ministrar aquela maravilhosa aula, 

inspirados por Deus, Jesus e seus mentores.

 

Jovens, adultos, senhores,

em nome das turmas, eu lhes digo:

contem sempre conosco!

A Infância e a Mocidade agradecem o seu trabalho,

nossos queridos e amados Evangelizadores.   

 

A imagem desta publicação foi construída a partir de algumas das atividades remotas desenvolvidas pelos Evangelizadores da Infância nesse período de isolamento social. 

6 de outubro de 2020

Coral Infantil Ana de Jesus - 10 anos



No próximo dia 10 de outubro, o Coral Infantil da nossa Casa completa 10 anos de existência. Faz uma década que as vozes das crianças nos ensinam a gostar ainda mais de música, a nos conectarmos com a Espiritualidade e a prestar ainda mais atenção nas mensagens de respeito, humildade, luz e fé contidas na Doutrina. 

Às crianças que já fizeram e ainda fazem parte do Coral, queremos deixar registrado o nosso imenso amor e saudade de poder ouví-los pessoalmente, compartilhando sorrisos e lágrimas a cada canção. 

Aos responsáveis, que incentivam as crianças, acompanhando seus filhos em todas as nossas apresentações - e nesse período de atividades remotas também estão gravando os vídeos sugeridos - agradecemos, especialmente, pela parceria e dedicação.  

Parabéns, Coral Infantil Ana de Jesus! Em forma de vídeo, celebramos por todo o trabalho! 



29 de setembro de 2020

Para reflexão

Ao longo desses 25 anos de existência da Caravana, a Espiritualidade – através da figura da nossa mentora Irmã Amálya – nos proporcionou momentos de muito aprendizado por meio do diálogo, a cada palavra de ânimo, consolo e alerta dividida conosco. 

Compartilhamos com vocês uma das reflexões trazidas pela mentora, cuja autoria não é necessariamente sua.


 

15 de setembro de 2020

Reconciliai-vos enquanto estás a caminho

Ao trazer até nós a frase título deste texto, Irmã Amálya, nossa querida mentora, nos recorda do capítulo 10 do Evangelho Segundo o Espiritismo, “Bem-aventurados os que são misericordiosos”, no qual Allan Kardec e os Espíritos chamam nossa atenção para os quesitos da caridade - benevolência, indulgência e perdão[1] -, e para a prática dessas virtudes durante a  convivência com nossos companheiros de jornada.

Somos Espíritos imortais, em constante evolução, mas isso não significa que sejamos perfeitos. Portanto, ao longo de nossas existências, acertamos, mas também cometemos erros. Devido à lei de causa e efeito, uma hora ou outra, esses erros precisarão ser reparados. É por isso, que temos o dever de nos reconciliarmos para com nossos adversários, ao longo deste caminho rumo à felicidade.

Um adversário não precisa, necessariamente, ser um inimigo. Pode ser simplesmente alguém que pensa ou age diferente do que julgamos e acreditamos ser o correto. Em algumas situações, somos nossos próprios oponentes: muitas vezes não nos ouvimos, deixamos de exercer o verdadeiro amor próprio, agindo por capricho e vaidade. Como consequência, aos poucos desviamos das virtudes morais por perdermos a capacidade de reconhecer nossas más condutas para , então, superá-las.

Assim sendo, devemos buscar a reconciliação com nossos adversários o mais depressa possível para não nos prendermos nas grades da culpa, do orgulho, do egoísmo, da arrogância e da ignorância. Reconciliemo-nos através do amor, fazendo valer a oportunidade que temos de viver em harmonia, de remover e ajudar o outro a retirar as pedras do caminho por meio da grande chance da reencarnação, seguindo num caminho repleto de amizade, luz e paz.

 


[1] O Livro dos Espíritos, questão 886.

8 de setembro de 2020

Viver é a melhor opção


Por conta da Campanha Setembro Amarelo, replicamos a seguir a entrevista concedida na semana passada pelo palestrante André Trigueiro à ADEP (Associação de Divulgadores do Espiritismo de Portugal). Ao longo da conversa, Trigueiro combina de forma leve  e esclarecedora os ensinamentos da Doutrina Espírita com as recomendações dos especialistas em prevenção ao suicídio. Além disso, nos explica o que o motivou a pesquisar o tema, tratando de vários tópicos diretamente relacionados ao assunto. Entre eles, é possível citar: sofrimento, culpa, preconceito, saúde mental, acolhimento e escuta. Vale a pena conferir! 

 


25 de agosto de 2020

Para reflexão

 Ao longo desses 25 anos de existência da Caravana, a Espiritualidade – através da figura da nossa mentora Irmã Amálya – nos proporcionou momentos de muito aprendizado por meio do diálogo, a cada palavra de ânimo, consolo e alerta dividida conosco. 

Compartilhamos com vocês uma das reflexões trazidas pela mentora, cuja autoria não é necessariamente sua. 



18 de agosto de 2020

Resgate coletivo

O tema dos noticiários, redes sociais e conversas estão, quase sempre, marcados por assuntos tristes, difíceis e até mesmo violentos. Muitos desses acontecimentos são de larga escala, ou seja, atingem muitos indivíduos, ocasionando número elevado de desencarnes simultâneos, como verifica-se em situações de desastres naturais ou acidentes. Alguns desses episódios de desencarne grupal fazem parte do que chamamos de resgate coletivo. 

Esses eventos aparentemente incompreensíveis ocorrem naturalmente ou pela ação do homem e têm sempre um porquê. Ainda ocorrem, pois estamos em um planeta de Provas e Expiações, onde habitam indivíduos carregados de débitos e falhas a resgatar. Todos vieram à Terra a fim de evoluir, e progredimos enquanto sociedade em um processo regular e lento. Quando não seguimos o curso pretendido, há de tempos em tempos uma espécie de sacudida, abalo, um choque físico ou moral, com objetivo de impulsionar nossa evolução. Os flagelos destruidores, como são chamados em “O Livro dos Espíritos”, possibilitam ao homem a oportunidade de exercitar a paciência e resignação, demonstrando o amor ao próximo e se distanciando do principal obstáculo à evolução, o egoísmo. Além disso, grandes catástrofes impulsionam o desenvolvimento de áreas como a saúde, ciência, tecnologia e promoção de novas políticas públicas.

A provação coletiva se processa através da convocação dos Espíritos encarnados que participaram dos mesmos débitos, e o sistema de justiça e a lei da compensação funcionam espontaneamente para a promoção dessa legalidade. Alguns Espíritos, ao regressarem ao plano espiritual, tomam consciência de seus atos e suplicam por uma oportunidade de resgate e reencarnam para redenção múltipla. Nenhum desses episódios trágicos é obrigatório, eles ocorrem por consequência de nosso atraso moral, e ninguém é encarregado para ser sujeito promotor de nenhuma calamidade, pois ninguém nasce para o mal.

Apesar de compreendermos esses episódios sob um ponto de vista mais amplo, não devemos deixar de levar em consideração que eles são resultado de um longo processo de negligência. Por isso, não adotamos apenas explicações religiosas, reiteramos a responsabilidade da sociedade para prevenção, a fim de que tenhamos cada vez menos histórias de sofrimento em nosso planeta. Essa prevenção consiste não apenas no desenvolvimento de novas técnicas para evitar os impactos dos desastres naturais, ou na promoção de medidas que contribuam para diminuir a violência, por exemplo. É essencial que haja na humanidade a vontade e esforço de reforma íntima, para que juntos possamos seguir o processo evolutivo, tornando-nos uma sociedade mais empática, saudável e atenta aos entraves para o progresso.


Referências: 

KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos, questões  740  e 783. Rio de Janeiro: FEB, 1994. 

wwww.feb.net.org.br/ Livro O consolador