12 de dezembro de 2010

“Trazemos amigos na mesma proporção que deixamos inimigos.” - Irmã Amálya

Sabe-se que cada encarnação representa uma etapa a ser cumprida em nosso caminho evolutivo. Colhemos hoje o que plantamos ontem. Se a colheita é difícil, ou até mesmo escassa, é pela necessidade de enfrentarmos dificuldades que nos tornarão seres melhores. Reflexo direto das afinidades e antipatias estreitadas ao longo de cada encarnação. No entanto, se – de acordo com o LE questão 459 – os Espíritos influem sobre nossos pensamentos e atos muito mais do que imaginamos, a tal ponto que, de ordinário, são eles que nos dirigem, cabe a nós a escolha de qual influência seguir, alimentando e fortalecendo o grupo pelo qual nutrimos maior afinidade. Logo, podemos até ser dirigidos pelos Espíritos, mas cabe a nós e ao nosso livre-arbítrio a escolha de seguirmos pela porta larga ou pela estreita.

O correto, obviamente, é caminharmos para a dissolução de toda malquerença, pois os laços estabelecidos numa vida refletirão sobre as experiências futuras. Logo, quanto maior for o grau de inimizades geradas, maiores serão as dificuldades. O remédio para isso? Combater o mal com o bem; amar o inimigo para anular os efeitos perniciosos de suas ações. Entretanto, sabemos que o amor para com os inimigos, professado por Jesus, não pode ser comparado ao amor que sentimos por nossos entes queridos. “A ternura pressupõe confiança; ora, ninguém pode depositar confiança numa pessoa, sabendo que esta lhe quer mal; ninguém pode ter para com ela expansões de amizade, sabendo-a capaz de abusar dessa atitude. Entre pessoas que desconfiam uma das outras, não pode haver essas manifestações de simpatia que existem entre as que comungam nas mesmas ideias. Enfim, ninguém pode sentir, em estar com um inimigo, prazer igual ao que sente na companhia de um amigo. ” (ESE, cap. XII, item 3)

Se há um equilíbrio na proporção entre amigos e inimigos a nos influenciar, não nos cabe responsabilizar esse ou aquele irmão por nos induzir a tomar determinada atitude, pois, assim como ele, havia outro a nos incentivar a seguir um rumo diferente. Por isso, devemos estar sempre atentos à consonância de nossos pensamentos e ações com os ensinamentos do Mestre Jesus. Vigiar e orar sempre: essa é a melhor receita.

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