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28 de agosto de 2018

Visita à Casa Maria de Magdala


A história dessa visita começou em outubro do ano passado, quando no Encontro de Mocidades de Niterói a nossa Mocidade foi convidada pela Bianca Freitas, responsável pela Evangelização da Casa Maria de Magdala¹ , para cantar para as crianças que frequentam a instituição. Depois de algum tempo de contato, na manhã do dia 28 de julho deste ano, nós do Grupo Espírita Caravana do Amor Irmã Amálya, tivemos a oportunidade de concretizar o encontro. 

Que experiência emocionante! Assim que iniciamos a prece, nos sentimos envolvidos por uma vibração de amor.  Acompanhada de evangelizadores e médiuns da Caravana, a nossa equipe de Música chamada Tomé José dos Anjos, composta em sua maioria por jovens, liderou a rodinha de música que estamos habituados a fazer todo sábado antes da nossa aula de Evangelização. O contato com as crianças foi incrível, descontraídos nos olhamos nos olhos e compartilhamos uma alegria sem tamanho. 

Após cantarmos meia hora, nos despedimos das crianças que seguiram para a aula nas suas turmas. A Bianca fez nos mostrou a instituição, apresentando os ambientes e nos explicando como funcionavam. Passamos pela lavanderia, farmácia, cozinha, sala de reunião pública e lar infantil. Neste último espaço, inaugurado há pouco tempo, conversamos bastante com a assistente social responsável e conhecemos um pouco do trabalho que tem por objetivo reintegrar os pequenos às suas famílias antes que sigam para adoção. 

A estrutura física da Casa Maria de Magdala é bem grande, o que requer um número expressivo de trabalhadores se revezando em turnos. Cada setor possui um profissional de área responsável por orientar os voluntários. É importante destacar que, apesar da sua Diretoria ser formada exclusivamente por integrantes espíritas, a instituição está aberta à colaboração de pessoas de todas as religiões. O trabalho realizado, portanto, é um exemplo de que somando esforços para fazer a diferença através da caridade, independentemente das crenças individuais, é possível transformar o amor em ação. 

Especial sentido é dado às diversas plantas que formam os jardins do pátio da Casa. Cada uma delas homenageia um enfermo ou abrigado pela Casa que já desencarnou. Dessa forma, quem passa é lembrado do propósito do trabalho. É uma maneira muito natural e sensível de chamar atenção das pessoas para a causa. 

Por fim, cantamos cerca de vinte minutos para os pacientes adultos que haviam acabado de sair da reunião pública. Poder vê-los retribuindo ao ensaiar um sorriso ou batendo palma foi muito gratificante. Os tarefeiros que os acompanhavam nos disseram que eles não costumam interagir dessa forma. Mais uma vez a emoção tomou conta de nós!

Só temos a agradecer a oportunidade de termos vivenciado esse momento único. Presenciamos a dedicação de tarefeiros incansáveis, confraternizamos, dividimos o peso da dor, reforçamos e divulgamos a Doutrina Espírita através da música e engrandecemos nossos corações de felicidade. Esse dia maravilhoso nos fez refletir ainda mais a necessidade de nos entrelaçarmos e de nos reformarmos cotidianamente. 

Quer conhecer e ajudar a Casa Maria de Magdala? Clique aqui!!!
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 ¹ “A Casa Maria de Magdala, idealizada pelo Dr. Renê Pessa, foi fundada em 22 de julho de 1991, após uma ideia de ação integrada da educação e da assistência social aos portadores do vírus da AIDS. (...) Atualmente funciona como abrigo, preferencialmente, para pessoas portadoras do HIV/AIDS, adultos em fase crônica, avançada, terminal ou considerada fora de possibilidade terapêutica, e crianças em situação de vulnerabilidade social, portadoras ou não do HIV. Atende, também, em torno de 170 famílias cadastradas com um ou mais membros vivendo e convivendo com HIV/AIDS, além de 20 crianças portadoras de necessidades especiais no Atendimento Educacional especializado    –   AEE –  Alan Kardec e em oficinas terapêuticas nos moldes de um Centro Dia.” (Texto disponível em: http://casamariademagdala.org//institucional/3/#valores)

6 de março de 2018

Emmanuel


Emmanuel foi o inesquecível mentor de Francisco Cândido Xavier durante o seu apostolado mediúnico e responsável intelectual por centenas de livro de suma importância para o Espiritismo. Acompanhou Chico desde a infância, mas se deixou notar pela primeira vez em 1931, quando ele iria completar 21 anos e já psicografava "Parnaso de Além-túmulo", primeiro livro mediúnico trazido pelo médium.

Inicialmente, Chico o via dentro de raios luminosos em forma de cruze com traços fisionômicos de homem idosos. Mais tarde, Emmanuel revelou-se um belo homem, de traços joviais e marcantes. O carinho e o respeito tenhas foram recíprocos entre eles. Emmanuel sempre teve como característica, de acordo com  relatos do próprio Chico, manter o compromisso com a tarefa designada, independentemente dos sacrifícios necessários para realizá-la e pedia ao médium apenas três coisas: disciplina, disciplina e disciplina.

Emmanuel é fiel a Jesus e a Allan Kardec e sua trajetória pode ser contada através das inúmeras obras de cunho filosófico, histórico, romanesco histórico, científico, religioso e doutrinário que nos trouxe pela psicografia de Chico Xavier. Alguns romances nos trazem informações de suas encarnações e as outras obras nos oferecem a bagagem intelectual e moral que adquiriu pelos séculos.

Ele fez parte da falange de Espíritos que trouxe ao planeta o Cristianismo restaurado, definição sua da Doutrina Espírita.

No "Evangelho Segundo o Espiritismo", Allan Kardec inseriu, no capítulo XI, uma mensagem de Emmanuel, recebida em Paris, 1861, intitulada "O Egoísmo".

A partir de 1933, começou a produzir por intermédio de Chico Xavier. Em seu primeiro romance, intitulado "Há Dois Mil Anos", Emmanuel descreve uma de suas encarnações, quando foi o senador romano Públio Lentulus na época em que Jesus esteve na Terra. No romance "50 Anos Depois", Emmanuel relata sua passagem no plano terrestre, desta vez como um escravo chamado Nestório. Segundo ele, a finalidade dessa reencarnação, ocorrida cinquenta anos depois do desencarne do senador romano, era a de reparar erros do passado. Ele prossegue nos relatos sobre suas vidas anteriores no romance "Renúncia", quando diz que esteve encarnado como padre Daminiano, vigário da igreja de São Vicente, na cidade espanhola de Ávila. Em "Ave, Cristo!" Emmanuel nos apresenta sua encarnação como o filósofo Basílio, que era filho de escravo e conseguiu liberdade.

Existem dois fortes indícios que nos levam a acreditar que Emmanuel foi o padre Manoel da Nóbrega, famoso catequizador do início da colonização do Brasil. O primeiro deles é a afirmação que Chico faz no livro "Emmanuel", trazido pelo mentor através da sua psicografia, que ele, Emmanuel, na sua última passagem pelo planeta tinha sido um padre católico desencarnado no Brasil. O outro está no livro "Amor e Sabedoria", no qual Emmanuel faz o seguinte comentário: "Completam-se, assim, neste 1970, quatrocentos anos de Nóbrega e quarenta anos de Emmanuel, nesse apostolado espiritual de oferecer um novo sentido da vida aos filhos da Terra".

Emmanuel foi responsável por nos trazer mais de 130 livros dedicados à difusão do espiritismo, dos quais, além dos já citados, destacamos: "A Caminho da Luz", "O Consolador", "Paulo e Estevão", "Caminho, Verdade e Vida", "Pão Nosso", "Vinha de Luz", "Roteiro", "Palavras de Emmanuel", "Fonte Viva", "Pensamento e Vida", "Religião dos Espíritos", "Encontro Marcado", "Vida e Sexo", "Rumo certo" e "Mediunidade e Sintonia". Ele permaneceu ao lado de Chico Xavier, por quem afirmou ter laços afetivos enraizados, por mais de 70 anos, até o fim de sua encarnação, que ocorreu em 30 de junho de 2002, quando o médium contava 92 anos.

Referências bibliográficas:

1. XAVIER, Chico (pelo Espírito EMMANUEL) Emmanuel - Rio de Janeiro: FEB.

2. Disponível em:
http://geem.org.br/obras-de-chico-xavier/

3. Disponível em:
http://www.mensagemespirita.com.br/autor/emmanuel/biografia/

4. Disponível em:
http://jardim-espirita.blogspot.com.br/2015/05/dica-de-livro-romances-de-emmanuel.html

5. Disponível em:
http://www.institutoandreluiz.org/emmanuel.html

21 de novembro de 2017

Água fluidificada


A água fluidificada é a mesma água que bebemos, acrescida de fluidos medicamentosos que são magnetizados.

Para compreender o que isso significa é necessário entender, primeiro, o que são os  fluidos. Os fluidos estão espalhados por todo o universo e compõem tudo o que existe. Eles variam de acordo com o ambiente, podendo, assim, ser mais ou menos puros. Para compor a matéria que nós, encarnados, podemos ver e tocar, um fluido precisa ser mais denso. No plano dos desencarnados, os fluidos são mais leves.

Existem diferentes tipos de fluidos com funções distintas, sendo o fluido magnético o utilizado para fluidificar a água. Como seu nome sugere, ele pode ser magnetizado, isto é, manipulado por Espíritos, desde que esses tenham o conhecimento necessário. Tais Espíritos são chamados de magnetizadores e sua função é, através da manipulação do fluido magnético, produzir resultados mais ou menos evidentes.

No caso da água fluidificada, a água é escolhida por ser um dos melhores veículos para os fluidos de qualquer natureza, sendo, inclusive, empregada como alimento e remédio em colônias espirituais. Sua simplicidade e constituição molecular também são elementos importantes a serem considerados.

Os fluidos utilizados pelos Espíritos, por sua vez, são retirados de fontes da natureza, como por exemplo as matas, florestas, água do mar e quedas d’água. Eles são incorporados à água pelos benfeitores espirituais e dão a ela elevado valor para o equilíbrio psicofísico dos assistidos.

Na reunião mediúnica, a magnetização ocorre durante uma prece inicial, direcionada especialmente à fluidificação das águas. A água é distribuída, então, ao longo da reunião aos assistidos. Recomenda-se que não seja guardada em geladeira, pois essa conservação é prejudicial aos fluidos, anulando seus efeitos.
Os princípios reparadores do fluido penetram o corpo e o perispírito, através do que conhecemos como chakras ou “centros de força”, sendo sete principais, que se ligam nas ramificações dos plexos do sistema nervoso. Assim, distribuem-se para o corpo os fluidos salutares que auxiliam  nos equilíbrios físico e espiritual do assistido.

Referência bibliográfica: Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita: programa complementar, tomo único. Rio de Janeiro:  Federação Espírita Brasileira, módulo II, roteiros I, IV e V. 2012.

7 de novembro de 2017

Pluralidade dos Mundos Habitados


Recentemente, a NASA descobriu um novo sistema solar e conseguiu capturar alguns pixels dos planetas que fazem parte dele. São sete planetas com a constituição parecida com a da Terra e que estão, aproximadamente, a 40 anos-luz do nosso planeta. Esse sistema solar orbita em torno de uma estrela, que tem tamanho semelhante ao de Júpiter. Todos os planetas estão perto de sua estrela, o que faz existir a possibilidade de abrigarem água no estado líquido, que é essencial para a existência de forma de vida.[1]

Jesus nos disse que “Há muitas moradas na casa de meu pai” (João, 14:2)[2]. Essas moradas, físicas ou espirituais, são os diferentes mundos habitados por milhões de Espíritos que estão em diferentes graus evolutivos. Os mundos são divididos pelo grau de evolução de seus habitantes, sendo ordenados da seguinte forma: Mundos Primitivos, Mundos de Provas e Expiações, Mundos de Regeneração, Mundos Ditosos e Mundos Celestes ou Divinos.  A Terra se encaixa nos Mundos de Provas e Expiações, mas seus habitantes estão evoluindo e o planeta se encaminhando para tornar-se de Regeneração.

A resposta à pergunta 55 do Livro dos Espíritos nos esclarece que o homem da Terra está longe de ser, como crê, o primeiro em inteligência, em bondade e perfeição. Homens que, por orgulho e vaidade, julgam que Deus criou o Universo só para eles. E os Espíritos ainda nos dizem que as constituições físicas dos mundos não se assemelham de modo algum.   

Allan Kardec faz o seguinte comentário na pergunta 58 do Livro dos Espíritos:
     

"As condições de existência dos seres nos diferentes mundos devem ser apropriadas ao meio em que têm de viver. Se nunca tivéssemos visto peixes, não compreenderíamos como alguns seres pudessem viver na água. O mesmo acontece com outros mundos, que sem dúvida contêm elementos, para nós, desconhecidos”.

A partir desses ensinamentos, concluí-se que todos os globos existentes no espaço são habitados, oferecendo aos Espíritos que neles encarnam moradas correspondentes ao seu adiantamento.




[1]  Para saber mais acesse: http://brasil.elpais.com/brasil/2017/02/22/ciencia/1487783042_037999.html

[2] KARDEC, Allan. OEvangelho Segundo Espiritismo, capítulo 3.

31 de outubro de 2017

Honrai Pai e Mãe



“Honrai a vosso pai e a vossa mãe, a fim de viverdes longo tempo sobre a terra que o Senhor vosso Deus vos dará”
(Decálogo; Êxodo, capítulo 20, versículo 12)*.


É comum cobrar dos pais sua responsabilidade em relação aos filhos e, claro, ela existe. Devem eles proporcionar, sempre que possível, o acesso tanto material quanto espiritual a tudo o que é necessário à evolução daquele Espírito que está sendo recebido.

São os pais responsáveis por oferecer moradia, alimento, vestuário e, sobretudo, educação moral, conceitos sobre o que é certo e o que é errado, que levaremos por toda a vida.

Mas, e por outro lado, o que deve o filho para seus pais? Ao trazer o mandamento “honrai vosso pai e vossa mãe”, Jesus estende, amplia o conceito que temos da palavra respeito. O citado mandamento decorre da lei geral de amor ao próximo pelo Mestre ensinada, mas vai além. Ele trata da piedade filial. Não se pode amar ao próximo sem amar pai e mãe.

Honrar pai e mãe significa retribuir a eles tudo o que nos foi feito quando pequenos. A responsabilidade aqui se vê invertida e não exercê-la configura verdadeira ingratidão.  

*Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo XIV.   



24 de outubro de 2017

Bullying


Em janeiro de 2017 completou um ano da lei de combate ao bullying. Esse é um dos temas mais debatidos nas escolas e redes sociais, mas ainda é preciso melhorarmos o nosso entendimento sobre o assunto. O bullying é um termo inglês utilizado para definir qualquer ato de violência/agressão – que pode ser física, verbal ou psicológica – praticado por uma determinada pessoa ou por um grupo com intuito de intimidar a vítima. [1]

Segundo o Portal da Educação [2], existem várias formas de se classificar o bullying: 1. formas verbais – colocar apelidos, fazer piadas e xingar; 2. formas físicas – bater, empurrar; 3. formas psicológicas – isolar uma pessoa, ridicularizar ou humilhar; 4. formas sexuais – abusar, assediar; 5. formas virtuais – quando os agressores usam o meio tecnológico para fazer todo tipo de difamação e calúnias.

Podemos dizer que o orgulho é um dos principais responsáveis pelos nossos atos preconceituosos e, consequentemente, um incentivo para a prática do bullying. O orgulho faz com que no vigiarmos. Se temos uma posição social melhor que a do outro, achamos que isso é um motivo para nos sentirmos superiores e rebaixarmos o próximo. É também o orgulho que nos leva à cólera, atitude que tem cegado cada vez mais as pessoas. Por conta disso, uma das maiores batalhas a ser travada é retirar esse sentimento dos nossos corações Nossa mentora sempre nos diz que quando julgamos um irmão seremos julgados com a mesma intensidade.

“Como é que vedes um argueiro no olho do vosso irmão, quando não vedes uma trave no vosso olho? Ou, como é que dizeis ao vosso irmão: — Deixa-me tirar um argueiro do teu olho —, vós que tendes no vosso uma trave? Hipócritas, tirai primeiro a trave do vosso olho e depois, então, vede como podereis tirar o argueiro do olho do vosso irmão.” (Mateus, 7:3 a 5. ) [3]

Esse trecho afirma que uma das maiores hipocrisias e insensatezes da humanidade é julgar e não ser capaz de reconhecer os nossos próprios defeitos. Somos capazes de ver o que julgamos errado no outro e não reconhecemos o que há de errado dentro de nós mesmos.

Sabemos que não foi isso o que Jesus veio nos mostrar através de seis ensinamentos, pelo contrário, Ele veio nos ensinar a amar o próximo, a respeitar e ter empatia. É exatamente por isso que temos de refletir antes de pensar ou tomar qualquer atitude relacionada ao próximo. Não somos melhores do que ninguém. Não temos o direito de julgar. Jesus nos ensinou a lei do amor. Precisamos colocá-la em prática, amando o próximo independente de qualquer característica física, credo, religião e sexo. O respeito com o próximo é o fator mais importante.

“Bem-aventurados os que são brandos, porque possuirão a Terra (Matheus 5:5)” Com esse ensinamento “Jesus faz da brandura, da moderação, da mansuetude, da afabilidade e da paciência, uma lei. Condena, por conseguinte, a violência, a cólera e até toda expressão descortês de que alguém possa usar para com seus semelhantes.” [4]



[1] http://perigosdobullying.blogspot.com.br/2010/10/origem-e-significado-de-bullying.html; Acesso em 29 de abril de 2017.

[2] https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/educacao/definicao-de-bullying/31918; Acesso em 29 de abril de 2017.

[3] KARDEC, Allan. Evangelho Segundo o Espiritismo. Bem-aventurados os que são misericordiosos, capítulo. X, item 9.

[4] KARDEC, Allan. Evangelho Segundo o Espiritismo. Bem-aventurados os que são mansos e pacíficos, capítulo I X, item 4. 

5 de outubro de 2017

Desigualdade social


A desigualdade se faz presente em nossa sociedade de diversas maneiras. Há desigualdade de gênero, racial, social e econômica. Esta última, em particular, pode ser percebida através dos números apresentados pelos variados censos que medem o desenvolvimento humano, realizados periodicamente. Todos são unânimes em indicar uma concentração de renda em poder de uma parcela reduzida da população. Podemos citar, por exemplo, a pesquisa realizada pela ONG britânica Oxfam. Este ano, ela revelou que os 8 homens mais ricos do mundo possuem a riqueza equivalente à metade de toda população do planeta.

Ao nos depararmos com essa informação, temos dificuldade de aceitar que exista justiça divina em um cenário desigual em tantos aspectos. No entanto, o Deus de bondade e justiça infinita, no qual acreditamos, nada tem a ver com a má distribuição de riquezas. Toda essa realidade é fruto do egoísmo, do orgulho e da vaidade do homem e só desaparecerá quando essas chagas deixarem de dominar a humanidade. Deus não confere a uns riqueza e a outros a pobreza. A lei cósmica concede suas riquezas a todos, indistintamente. A natureza nos dá o necessário para que todos sobrevivam, mas o egoísmo faz com que haja concentração desses bens em poucas mãos, desperdício e falta para muitos. Cada um, porém, faz o que acha melhor. melhor. O uso ou abuso do livre arbítrio é o que define as situações em que cada um passa a viver, através da lei da ação e reação a que todos estão submetidos.

Engana-se quem pensa que a riqueza é uma dádiva, ela é sem dúvida uma prova difícil, perigosa por conta das paixões e tentações que pode despertar, além da fascinação que exerce, “é o laço mais poderoso que une o homem à Terra e afasta seus pensamentos do céu.”[1] Todas as situações, expiações e provas pelas quais passamos, têm como objetivo principal, nossa evolução. Por isso, são necessários momentos de fortuna e miséria. “A miséria provoca as queixas contra a Providência, a riqueza incita a todos os excessos”[2]. Situações complicadas tornam o caminho mais difícil e são como o remédio que pode arder, ser amargo, mas que traz a cura da enfermidade.

Contudo, a vida material é finita, um dia os corpos serão consumidos e o túmulo reúne todos os homens, ricos e pobres. O que irá permanecer intocável é a nossa vivência. Na vida espiritual, infinita, levaremos conosco nossas atitudes boas e más e é através delas que seremos direcionados a locais da mesma faixa vibratória de nosso Espírito, onde a entrada não pode ser comprada com nenhum bem material.

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[1]KARDEC, Allan.  Evangelho Segundo o Espiritismo. Não se pode servir a Deus e Mamon, capítulo XVI, item 7. 
[2]KARDEC, Allan. Livro dos Espíritos. Da Lei de Igualdade, capítulo IX, questão 815.



4 de julho de 2017

Materialização

A palavra materializar, segundo o dicionário, tem vários significados, mas um deles a relaciona ao Espiritismo: “manifestar-se (o Espírito) sob forma material”¹. A Doutrina Espírita nos ensina que a materialização ou “aparição” é um fenômeno físico que ocorre quando um Espírito (parte dele) ou um objeto se torna visível aos olhos materiais, não havendo assim a necessidade de ser médium para vê-los.  Esse fenômeno é um dentre muitos produzidos pela influência dos chamados médiuns de efeitos físicos, que podem também auxiliar a ocorrência de pancadas, ruídos, movimentação de objetos, efeitos luminosos e muitos outros².

A substância que proporciona a realização deste fenômeno é o ectoplasma, fluido de aspecto viscoso, semilíquido e esbranquiçado, fornecido pelo médium. O ectoplasma é produzido por todos nós, mas em alguns médiuns de efeitos físicos é encontrado em quantidades necessárias à realização da materialização. Por se tratar de uma substância muito sutil, sofre forte interferência da luz branca e até mesmo de pensamentos impróprios, o que exige muito cuidado por parte dos irmãos encarnados e desencarnados envolvidos na realização de tais reuniões. É importante reforçar que os Espíritos responsáveis pelas reuniões de materialização não atendem a curiosidades e buscam sempre um propósito útil para essa tarefa.

A materialização no início do Espiritismo tinha o importante papel de provar cientificamente a existência dos Espíritos. Na época, por volta de 1870, o cientista inglês William Crookes destacou-se ao realizar experiências de cunho científico com base na materialização do Espírito Katie King que contava com o auxílio mediúnico da jovem Florence Cook. Constatou-se, com essas experiências, a realidade tangível e o poder extraordinário que possui o Espírito de tornar-se tão real e vivo como os encarnados. Em 1878, Crookes publicou seus resultados, que tiveram reconhecimento internacional.  
Foto datada em 1874. Tirada durante uma sessão de materialização. No registro podemos observar o Espírito de Kate King materializado ao lado do médium e cientista William Crookes. Essas sessões eram realizadas com finalidade de estudo.Imagem disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Katie_King_(esp%C3%ADrito)



Após as constatações necessárias, Crookes compartilhou o que aprendeu por meio dessas sessões em diversos livros, sendo um dos principais, o livro "Fatos Espíritas". Imagem disponível em: http://www.travessa.com.br/fatos-espiritas/artigo/b58dc68c-ec50-4af5-aa16-3b2660da5c9b

Atualmente, diz o instrutor espiritual Emmanuel, “... sugerimos sejam quaisquer serviços de materialização movimentados na direção da saúde humana... Só o esforço assistencial aos doentes justifica o desdobramento intensivo das nossas atividades nesse setor.”  Os serviços de materialização citados no trecho acima ocorrem em reuniões destinadas ao auxílio de enfermos em que, através da manipulação do ectoplasma fornecido pelos médiuns, os Espíritos realizam cirurgias e o utilizam em outras situações que sejam benéficas aos necessitados.³


A materialização não é o foco da nossa Casa, mas em duas situações, objetos foram materializados. Na primeira, uma pena foi vista por alguns médiuns e na segunda, uma pedra. Ao ser questionada sobre a natureza dos acontecimentos, nossa Mentora disse se tratarem de casos de materialização.

No Brasil, temos como referência o médium de efeitos físicos Francisco Lins Peixoto, o Peixotinho, que através das reuniões das quais participou, algumas delas na presença de Chico Xavier, contribuiu para a materialização de Espíritos, objetos e o amparo de enfermos.4

Ao lado de Chico Xavier está o médium Antônio Alves Feitosa, doando ectoplasma para a materialização do Espírito de Irmã Josepha. Essas reuniões ocorriam completamente no escuro para que a luz não prejudicasse as materializações. A foto de 1965 foi registrada com câmera especial, capaz de fotografar apenas em preto e branco. Nessa sessão de materialização o médium Peixotinho não estava presente.
Deitado encontra-se Peixotinho. Sentado vemos o Espírito materializado. essa imagem foi publicada no livro "Materializações Luminosas", onde o pesquisador R. A. Raniere relata a oportunidade de assistir algumas reuniões com Peixotinho e Chico Xavier, sessões que se intensificaram a partir de 1952, por orientação da Espiritualidade.



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¹ FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Dicionário da língua portuguesa. 8. ed.
² KARDEC, Allan. O livro dos Médiuns. Tradução de Guillon Ribeiro. 9. ed. de bolso - Rio deJaneiro: FEB, 2006. Cap.14.
³ ZIMMERMANN, Zalmino. Perispírito. 4. ed. revista e ampliada. Cap.5. Prova da existência dos Espíritos. Materialização.


27 de junho de 2017

Drogas


Nos dias atuais, o uso de drogas é um dos problemas mais graves que a sociedade vem enfrentando, visto que essas substâncias geram malefícios físicos, psíquicos e espirituais.

Pela definição do dicionário Aurélio, droga é:

1. substância entorpecente, alucinógena, excitante, como, por exemplo, a maconha, o haxixe, a cocaína, ministrada por via oral, ou de outras formas, com o fito de que o usuário passe, primariamente e em caráter transitório, a um estado psíquico que lhe pareça agradável; 2. produto oficinal, de origem animal ou vegetal, no estado em que se encontra no comércio; 3. qualquer substância ou ingrediente que se usa em farmácia, em tinturaria, etc.

A partir dessas definições, percebemos que certos elementos, quando utilizados conforme a prescrição médica, na dose e do jeito corretos, funcionam como remédios, mas quando deturpados em sua utilização, são venenos que levam à morte social, moral e física.

Servir-se desses tipos de substâncias é uma prática existente há muito tempo e vem crescendo cada vez mais. Sua utilização está associada à busca momentânea de prazer, à fuga de realidade, entre tantas outras coisas. Mas a verdade é que além de problemas físicos, elas causam também problemas espirituais. Cada Espírito, encarnado ou desencarnado, tem o seu padrão vibratório e, em termos espirituais, os semelhantes se atraem. O uso de drogas por parte dos encarnados, produz um atrativo irresistível para os Espíritos que desencarnaram na condição de viciados, uma vez que esses Espíritos se aproveitam do fluído liberado pelo encarnado quando este está sob os efeitos de tais substâncias. E na medida em que os Espíritos se aproximam dos usuários, estimulam cada vez mais a dependência física e psíquica já existentes, ocasionando também obsessões.

Enquanto o usuário de drogas destrói o seu corpo físico, seu perispírito também é danificado, e isso significa dolorosa colheita de sofrimentos no plano espiritual. Inúmeros são os relatos de Espíritos que desencarnaram na triste condição de dependentes químicos. Em muitos casos, as consequências se estendem às futuras reencarnações, podendo levar sequelas para seu corpo físico, em razão da deformação de seu perispírito.

O nosso corpo representa nosso instrumento de evolução, portanto a vida deve ser preservada e valorizada ao máximo. A Doutrina Espírita também esclarece que dentro do planejamento divino, nascemos para evoluir e sermos felizes, portanto, sempre há tempo para reparar os erros e recomeçar.

Não bastassem todos os efeitos devastadores e o sofrimento causado, as estatísticas mostram que o uso de drogas também está cada vez mais relacionado à criminalidade e à violência. Logo, as drogas e o tráfico não afetam apenas os dependentes químicos, mas a família e toda a sociedade. Por esse motivo a luta contra as drogas tem que ser uma causa de todos, devendo ser combatida em sua origem, não bastando tratar apenas o corpo. É preciso educar o Espírito, escrevendo um novo destino.

Ao nos tornarmos fontes de influência positiva, com atitudes baseadas nos ensinamentos de Jesus, contribuímos de forma decisiva para o reerguimento de nossos irmãos entregues ao vício, sejam eles encarnados ou desencarnados, mostrando que existe um caminho mais edificante.

23 de maio de 2017

Prece




A prece é o poder de comunicação dado às pessoas para que possam chegar mais perto de Deus e do mundo superior. É através dela que se consegue transmitir os sentimentos, anseios e medos. Segundo o Dicionário On Line de Português, a prece é: 1. mensagem oral, escrita ou em pensamento que se dirige a uma divindade ou a um santo, pedindo uma ajuda, uma bênção, ou agradecendo uma graça recebida; oração, reza. 2. ato ou efeito de suplicar; súplica, rogo, pedido.

Não existem regras para orar, visto que uma prece verdadeira é aquela feita com o coração, que expressa os sentimentos com sinceridade. Embora não haja uma norma para orar, deve-se estar atento aos locais em que estamos, uma vez que : “Dirigido, pois, o pensamento para um ser qualquer, na Terra ou no Espaço, de encarnado para desencarnado, ou vice-versa, uma corrente fluídica se estabelece entre um e outro, transmitindo de um ao outro o pensamento, como o ar transmite o som.” [1]

Existem as preces prontas, como o Pai Nosso e as que são espontâneas. Há também as preces feitas verbal e mentalmente. A verbal consiste em falar com Deus ou com os irmãos desencarnados da mesma forma que se fala com outras pessoas (em voz alta). A mental é a que se faz no interior da alma, sem proferir palavras. Ambas são eficazes e nenhuma é melhor que a outra, desde que sejam verdadeiras, pois de nada vale uma prece belíssima se o coração estiver corrompido por sentimentos ruins.

Por mais difícil que seja, é preciso agradecer tanto nas horas de alegria quanto nas de dor, porque se algum pedido não foi atendido ou o momento atual é de sofrimento, certamente não era para acontecer e há um propósito. Devemos tentar compreender que tudo tem seu tempo e tudo que acontece em nossas vidas tem um motivo que por vezes não nos damos conta.

Quando a saudade de um parente ou amigo bate, é só telefoná-lo. A mesma coisa acontece quando se sente falta de um ente querido que desencarnou: falamos com ele através da prece. Se ele está feliz, sua felicidade aumentará. Caso esteja sofrendo, a oração suavizará sua dor e o ajudará a sair da perturbação na qual se encontra. Também nas reuniões mediúnicas de pronto-socorro espiritual, a prece está presente e exerce função importante, desde o início da reunião para harmonização, durante, através do pensamento elevado que contribui para manutenção da corrente e para a possibilidade de conexão entre o assistido e o médium, até o final, encerrando a reunião. Quem canta ora duas vezes, e é por isso que a música também tem seu papel para contribuição de contato com nossos amigos espirituais e concórdia do ambiente.

A oração tem endereço certo, não há prece sem resposta e quando feita com sinceridade, denota nosso sentimento de amor e fé com Deus.






[1] Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo XXVII Pedi e obtereis, item 10, Ação da prece. Transmissão do pensamento

25 de abril de 2017

Minhas dúvidas - Animais têm Espírito?


Os animais muitas das vezes estão presentes em nossa vida, e alguns são importantes para nós. Quando o nosso animal desencarna nos perguntamos: o que acontecerá com ele? Será que o Espírito dele vai ficar perto de mim? Ele pode reencarnar como outro animal e me reconhecer?

O Livro dos Espíritos, na pergunta 593,diz que algumas espécies de animais, além de agirem por instinto, possuem uma inteligência limitada, cuja função é suprir as necessidades físicas do animal e preservar a sua espécie, ou seja, exclusivamente material. Com essa informação, surge um novo questionamento: já que o ser humano possui um princípio independente da matéria e conserva individualidade após o desencarne,será que com o animal acontece o mesmo? E a questão 598 do Livro dos Espíritos responde a essa pergunta dizendo que, apesar da individualidade do animal ser conservada, a consciência de si mesmo não o é. Ou seja, o animal pode se manter como um indivíduo separado dos demais, no entanto, ele não tem consciência de que é um indivíduo. Assim sendo, após o seu desencarne,o princípio espiritual do animal - sua “alma” - vai para uma espécie de erraticidade, apenas por não estar mais ligado ao corpo,e retorna à matéria quase que instantaneamente.

Porém, temos que ter o maior cuidado possível ao compararmos a alma do animal à alma do homem, pois segundo os Espíritos,“ a distância que há entre a alma do animal e a alma do homem é a mesma que existe entre a alma do homem e a alma de Deus.” (L.E. pergunta 597a) Tudo se origina de um princípio comum, que é o fluido cósmico universal, ele dá origem à alma do homem e ao princípio espiritual do animal. No entanto, a alma humana possui inteligência e livre-arbítrio, e, assim, consciência de si mesma e de seus atos, ao passo que a “alma” dos animais não.

É importante saber que os animais não possuem livre-arbítrio. Nesse sentido, são incapazes de cumprir expiações. A despeito disso, os animais também evoluem, no entanto, sua evolução ocorre pela força das coisas e não pelos seus atos. Assim, quanto mais evoluída for a humanidade, mais evoluídos serão os animais que interagem com ela. 

Com todos esses fatos apresentados, muitos irão se perguntar: não seria Deus injusto ao colocar na natureza um ser inferior ao outro? E o Livro dos Espíritos, na questão 604, vem nos dizer que não, pois tudo na natureza está entrelaçado de um modo que não podemos ainda compreender. Ainda é dito mais: “Sabei bem que Deus não pode se contradizer e que tudo, na Natureza, se harmoniza por leis gerais que não se afastam jamais da sublime sabedoria do Criador."



18 de abril de 2017

4 de abril de 2017

7º Encontro Aprendizes de Jesus


Como todo ano, no período de Carnaval, é realizado em nossa Casa o Encontro Aprendizes de Jesus. Desta vez, o tema do nosso encontro foi TRABALHO – Muitos os chamados, poucos os escolhidos.

Ao longo das atividades de estudo e recreação com grupos para todas as idades, tivemos a possibilidade de refletir o tema sobre diversos aspectos. Em primeiro lugar, ficou claro para nós a necessidade de aprofundarmos cada dia mais o estudo, desenvolvendo a nossa capacidade intelectual, ampliando nossos conhecimentos a fim de nos adaptarmos às situações em que o trabalho for exigido. Em seguida, pudemos relembrar a importância de desenvolver um trabalho em equipe para que alcancemos, com próprio suor, os objetivos planejados.

Moralmente nos deparamos com o desafio de ter que optar: porta larga ou porta estreita? Muitas vezes nos afastamos da possibilidade do trabalho, escolhendo caminhos mais curtos, a porta larga que nos parece dar imediato conforto e resultados. No estudo de casos relatados no livro Os Mensageiros[1] acompanhamos a história de Espíritos imperfeitos que tiveram cuidadosa preparação para o reencarne, incluindo o apoio de Espíritos de elevada hierarquia para que na Terra desempenhassem o trabalho mediúnico, através de variadas faculdades, entre elas a vidência, audição e a psicografia. Ainda no plano espiritual, assumiram sérios compromissos. A tarefa não seria fácil. Apesar da saúde do corpo físico e da dedicação de seus amigos espirituais, deixaram-se levar pelos vícios, o orgulho e a vaidade, fracassando.   

Ora, se todos nós ainda carregamos os defeitos descritos na literatura espírita, será que estaríamos desempenhando o nosso trabalho na Casa como deveríamos? A partir daí, voltamos a análise para nós mesmos! Será que estamos fazendo a vontade do Pai? Fomos chamados ao trabalho, como na parábola do Festim de Bodas. Imperfeitos que somos, levamos nossos vícios e virtudes. Depois de estarmos em serviço, o que fizemos deles? Será que esperamos recompensa maior do que o esforço empregado no trabalho[2]? A oportunidade para o trabalho surge para todos e, infelizmente, muitas das vezes nós a desperdiçamos.  O Pai em sua infinita misericórdia está sempre nos dando oportunidade do recomeço. Lembremos: a quem muito foi dado, será pedido.[3]

Durante o período de festejos de Carvanal, houve na Casa o trabalho de amparo espiritual aos sofredores. A nossa Mentora, Irmã Amálya, nos trouxe a bela notícia de que foram amparados 1774 Espíritos desencarnados.






[1] Francisco Cândido Xavier, pelo espírito André Luiz, capítulos VII, VIII, XI e XII
[2] KARDEC, Allan. Evangelho Segundo o Espiritismo. Os trabalhadores da Última Hora, capítulo  XX.
[3] KARDEC, Allan. Evangelho Segundo o Espiritismo.  Muitos os chamados, poucos os escolhidos, capítulo XVIII


21 de março de 2017

Visita no Lar


A visita no lar é um trabalho que acontece na Caravana há muito tempo. Ela ocorre sempre por indicação da Espiritualidade e da seguinte forma: um grupo, formado por médiuns, tarefeiros, jovens e crianças da Casa, chega à casa da pessoa visitada cantando e harmonizando o ambiente. A música leva alegria para as pessoas, motivando-as, lembrando-as que estamos juntos, apesar da distância física.

Em seguida, fazemos a prece e a leitura de uma página do Evangelho. Ao ler os ensinamentos dos Espíritos, partilhamos de um momento de aprendizado. É importante destacar que a visita não é benéfica apenas para os que nos recebem. Ao contrário, ela é fundamental para todos os envolvidos. Essa oportunidade significa possibilidade de estarmos integrados, praticando a caridade, verdadeiro pilar no qual devemos nos sustentar. Após a leitura, o passe é aplicado nos membros da família visitada. 

Esse contato com as pessoas que infelizmente não podem ir à Casa Espírita , seja por conta de alguma enfermidade  ou porque necessitam de apoio e amparo em seus lares, tem muito valor. Participando desse, que é mais um dos diversos trabalhos realizados em nossa Casa, podemos notar sua  importância e beleza.

Não podemos nos esquecer de que para que estejamos prontos a levar o conforto e consolo aos amigos, é necessário estarmos atentos, esforçando-nos no bem, dedicando-nos a exemplificarmos uma boa conduta e a criar bons pensamentos, que possam se traduzir numa doação efetiva de bons fluidos e de amor. 


7 de março de 2017

Download dos Jornais


No ano de 2014, mais um desafio nos foi dado pela espiritualidade: criar um jornal do Grupo Espírita Caravana do Amor. Assim, após enquete entre os membros do Grupo para escolha do nome, surgiu “Os Caravaneiros”.

Os objetivos do jornal são a divulgação da Doutrina Espírita e das atividades do nosso grupo. Por isso, cada edição contém textos com temas atuais à luz do Espiritismo, bem como os acontecimentos da nossa Casa, tais como eventos, palestras e apresentações de arte.

 O público-alvo inicialmente eram os integrantes do Grupo e os assistidos, frequentadores da reunião pública que ocorre às quartas-feiras. No entanto, a fim de atingir um número maior de pessoas, desde 2016 os textos são disponibilizados também no blog da Casa.


Todo o conteúdo do jornal, cada texto, cada tema, é pensado e escrito pelos jovens que participam da Mocidade, sob orientação dos médiuns da Casa. Cada edição é o resultado do trabalho conjunto de cerca de 40 integrantes do nosso grupo.


Normalmente, são lançadas 6 edições por ano, já que o lançamento é de 2 em 2 meses.

Abaixo, você consegue fazer o download de cada edição e acompanhar o nosso crescimento. É só clicar na edição que deseja. O formato do arquivo é PDF.

1ª edição   |   2ª edição   |   3ª edição   |   4ª edição   |   5ª edição

6ª edição   |   7ª edição   |   8ª edição   |     9ª edição   |   10ª edição

11ª edição   |   12ª edição   |   13ª edição   |   14ª edição   |   15ª edição