4 de setembro de 2018

O Suicídio


Vivemos num planeta de provas e expiações, marcado por obstáculos e experiências dolorosas. O objetivo de habitar esse tipo de mundo é cumprirmos, de forma individual, com a nossa parte na obra divina, passando pelas dificuldades da existência em prol da nossa evolução.

Nesse sentido, encarar a vida terrena requer resignação e fé no futuro, mas muitas vezes o homem se desespera frente à dura posição em que se encontra, podendo pensar inclusive que não vai suportar as adversidades e que elas nunca terão fim. Essa angústia pode conduzi-lo à loucura e ao suicídio.

No capítulo 5, itens 14 a 17 do Evangelho Segundo o Espiritismo, Kardec colocou a loucura e o suicídio juntos, pois ambos ocorrem pela suposta impossibilidade que o homem vê em enfrentar e aceitar seus problemas. Dessa forma, compreendemos que o homem se suicida quando não consegue mais enxergar outra saída para seus problemas senão a morte, que julga ser o fim das aflições. 

A Doutrina Espírita, no entanto, nos ensina sobre a continuidade da vida após o desencarne, esclarecendo que o suicídio resulta em grande sofrimento para seu autor. Por ser o planeta permeado por energias que se juntam ou se separam, de acordo com a questão da afinidade, a maioria daqueles que abreviam a própria vida vai para um mesmo lugar chamado "Vale dos Suicidas", onde continuam a experimentar dramas e aflições - até com maior intensidade. 

Vale lembrar que, enquanto cristãos, não nos cabe condenar aquele que atenta contra a própria vida, pois trata-se de alguém que está passando por uma situação de sofrimento muito grande. Assim, reconhecemos a importância do Espiritismo para esse tema, pois, como nos diz o Evangelho, o espírita sabe que todas as dores terrenas têm uma razão para acontecer, e “a certeza de que, abreviando seus dias, chega, precisamente, a resultado oposto ao que esperava; que se liberta de um mal para incorrer num mal pior, mais longo e mais terrível”[1].

Este texto é dedicado a você, que se sente desesperado diante dos problemas em que se encontra, acreditando que a vida já não faz mais sentido. A nossa Casa Espírita está de portas abertas para te receber na reunião de atendimento ao público que acontece às quartas-feiras, pois como diz a nossa querida mentora Irmã Amálya: "Venha como estás, a casa é de Jesus!"



[1] KARDEC, Allan. “O suicídio e a loucura” In: O Evangelho Segundo o Espiritismo. Brasília: FEB 2015, p.83


28 de agosto de 2018

Visita à Casa Maria de Magdala


A história dessa visita começou em outubro do ano passado, quando no Encontro de Mocidades de Niterói a nossa Mocidade foi convidada pela Bianca Freitas, responsável pela Evangelização da Casa Maria de Magdala¹ , para cantar para as crianças que frequentam a instituição. Depois de algum tempo de contato, na manhã do dia 28 de julho deste ano, nós do Grupo Espírita Caravana do Amor Irmã Amálya, tivemos a oportunidade de concretizar o encontro. 

Que experiência emocionante! Assim que iniciamos a prece, nos sentimos envolvidos por uma vibração de amor.  Acompanhada de evangelizadores e médiuns da Caravana, a nossa equipe de Música chamada Tomé José dos Anjos, composta em sua maioria por jovens, liderou a rodinha de música que estamos habituados a fazer todo sábado antes da nossa aula de Evangelização. O contato com as crianças foi incrível, descontraídos nos olhamos nos olhos e compartilhamos uma alegria sem tamanho. 

Após cantarmos meia hora, nos despedimos das crianças que seguiram para a aula nas suas turmas. A Bianca fez nos mostrou a instituição, apresentando os ambientes e nos explicando como funcionavam. Passamos pela lavanderia, farmácia, cozinha, sala de reunião pública e lar infantil. Neste último espaço, inaugurado há pouco tempo, conversamos bastante com a assistente social responsável e conhecemos um pouco do trabalho que tem por objetivo reintegrar os pequenos às suas famílias antes que sigam para adoção. 

A estrutura física da Casa Maria de Magdala é bem grande, o que requer um número expressivo de trabalhadores se revezando em turnos. Cada setor possui um profissional de área responsável por orientar os voluntários. É importante destacar que, apesar da sua Diretoria ser formada exclusivamente por integrantes espíritas, a instituição está aberta à colaboração de pessoas de todas as religiões. O trabalho realizado, portanto, é um exemplo de que somando esforços para fazer a diferença através da caridade, independentemente das crenças individuais, é possível transformar o amor em ação. 

Especial sentido é dado às diversas plantas que formam os jardins do pátio da Casa. Cada uma delas homenageia um enfermo ou abrigado pela Casa que já desencarnou. Dessa forma, quem passa é lembrado do propósito do trabalho. É uma maneira muito natural e sensível de chamar atenção das pessoas para a causa. 

Por fim, cantamos cerca de vinte minutos para os pacientes adultos que haviam acabado de sair da reunião pública. Poder vê-los retribuindo ao ensaiar um sorriso ou batendo palma foi muito gratificante. Os tarefeiros que os acompanhavam nos disseram que eles não costumam interagir dessa forma. Mais uma vez a emoção tomou conta de nós!

Só temos a agradecer a oportunidade de termos vivenciado esse momento único. Presenciamos a dedicação de tarefeiros incansáveis, confraternizamos, dividimos o peso da dor, reforçamos e divulgamos a Doutrina Espírita através da música e engrandecemos nossos corações de felicidade. Esse dia maravilhoso nos fez refletir ainda mais a necessidade de nos entrelaçarmos e de nos reformarmos cotidianamente. 

Quer conhecer e ajudar a Casa Maria de Magdala? Clique aqui!!!
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 ¹ “A Casa Maria de Magdala, idealizada pelo Dr. Renê Pessa, foi fundada em 22 de julho de 1991, após uma ideia de ação integrada da educação e da assistência social aos portadores do vírus da AIDS. (...) Atualmente funciona como abrigo, preferencialmente, para pessoas portadoras do HIV/AIDS, adultos em fase crônica, avançada, terminal ou considerada fora de possibilidade terapêutica, e crianças em situação de vulnerabilidade social, portadoras ou não do HIV. Atende, também, em torno de 170 famílias cadastradas com um ou mais membros vivendo e convivendo com HIV/AIDS, além de 20 crianças portadoras de necessidades especiais no Atendimento Educacional especializado    –   AEE –  Alan Kardec e em oficinas terapêuticas nos moldes de um Centro Dia.” (Texto disponível em: http://casamariademagdala.org//institucional/3/#valores)

21 de agosto de 2018

Palestra




Sempre abertas ao público, nossas palestras são uma oportunidade de aprofundar o estudo da Doutrina!

Dia: 01/09 (sábado)
Horário: ás 16:30h
Local: Grupo Espírita Caravana do Amor-Irmã Amálya
Endereço: Rua Ribeiro de Almeida nº 29  Barreto - Niterói


Você é o nosso convidado!

14 de agosto de 2018

Dia dos Pais


"Pode-se considerar como missão a paternidade?  
É, sem contestação possível, uma verdadeira missão. É ao mesmo tempo grandíssimo dever e que envolve ,mais do que o pensa o homem, a sua responsabilidade quanto ao futuro. Deus colocou o filho sob a tutela dos pais, a fim de que estes o dirijam pela senda do bem (...)" (Livro dos Espíritos, pergunta 582) 

Deixamos aqui nossa singela homenagem aos pais e todos aqueles que cumprem esse papel, dedicando aos seus filhos amor incomparável e admirável devoção para tornar possível seu desenvolvimento




Nosso Coral Infantil Ana de Jesus cantando Pai Nosso


7 de agosto de 2018

5º Congresso Espírita do Estado do Rio de Janeiro


"Um Congresso Espírita é uma oportunidade preciosa de se sentir entre irmãos que seguem a mesma filosofia de amor, favorecendo trocas de ideias e de experiências de trabalho, em benefício de cada um.

O 5º Congresso Espírita do Estado do Rio de Janeiro será uma imersão em três dias, com mais de 20 horas de duração, onde iremos recarregar as nossas baterias, intensificando o nosso ânimo e nossa motivação para realizar o trabalho de divulgação da doutrina de luz que abraçamos, e que a humanidade tanto precisa." (Texto disponível em:  http://congresso.ceerj.org.br/#congresso)

Faltam apenas dois meses! Maiores informações no site http://congresso.ceerj.org.br/

31 de julho de 2018

Meu Reino não é deste Mundo




“Tendo Pilatos entrado de novo no palácio e feito vir Jesus à sua presença, perguntou-lhe: “ És o rei dos judeus?” – Respondeu-lhes Jesus: “Meu Reino não é desse mundo, meus súditos teriam combatido para impedir que Eu caísse nas mãos dos judeus, mas meu Reino ainda não é este aqui. 

Disse-lhe então Pilatos: “Logo Tu és rei?” – Jesus lhe respondeu: “Tu o dizes; sou rei; não nasci e não vim a este mundo senão para dar testemunho da verdade. Aquele que pertence à verdade escuta minha voz.” (João, 18:33,36 e 37)

KARDEC, Allan - Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap II Meu Reino não é deste mundo – A vida futura, itens 2 e 3

Comentário:

Por etapas, enquanto esteve na Terra, Jesus lançou alguns fundamentos que mais tarde se tornariam base de todas as religiões cristãs. Dentre eles, o item acima destaca a existência de uma vida futura.

Naquela época, entre os judeus era muito difícil imaginar uma sobrevivência para além do presente. Acreditavam serem os anjos personagens mais próximos do que concebiam como prolongamento da vida. Essa vaga possibilidade, contudo, no imaginário deles não se tornaria verdade para todos. Ao mesmo tempo os judeus asssociavam o respeito às leis divinas  à obtenção de benefícios durante a vida material.

Quando Jesus mencionou a vida futura ele ampliou a extensão dessa ideia. Segundo seus ensinamentos, ela não é uma realidade de poucos, mas um princípio compartilhado por todos. À medida em que defende ser o seu Reino de outro mundo já dá indicação, construindo os primeiros pilares para a noção de continuidade da vida no futuro.

Mas a verdade revelada pelo Mestre se torna mais concreta um tempo depois, com o surgimento do Espiritismo. A divulgação dos ensinamentos dos Espíritos fazem a ideia de vida futura ganhar sustentação a partir das descrições do funcionamento do Plano Espiritual. A própria manifestação dos Espíritos é, em si, uma comprovação da continuidade da vida.

24 de julho de 2018

Música e Espíritismo





Nossa mentora Irmã Amálya vem reafirmando a  importância da música na Casa Espírita, tanto para os encarnados, quanto para os desencarnados, pois, com ela, é possível amparar Espíritos e preparar a corrente mediúnica.

Podemos ratificar essa ideia com base na resposta da pergunta nº 251 do “Livro dos Espíritos”. Ela enfatiza que os Espíritos são sensíveis à música, proporcionando encantos infinitos aos que a escutam.

Tal encantamento dos Espíritos com a música também é citado no livro “Mensageiros da Luz”. Essa obra relata o contato dos Espíritos  com um coral de crianças, que sentem-se embalados pela canção. 

Em nossa Casa,  as crianças estão envolvidas com a música, entre outras formas, através da participação no Coral Infantil Ana de Jesus. Ele admite crianças e adolescentes dos 3 aos 16 anos e conta sempre com a participação ativa de evangelizadores e pais. 

Abrangendo outra faixa etária, o Coral Vozes de Amálya, admite médiuns e tarefeiros jovens e adultos.

Mas não é só nos Corais da Casa que encontramos música. Ela se faz presente, por exemplo,  antes das aulas de evangelização, quando acontece a roda de música, feita para harmonizar o ambiente e prepará-lo para o trabalho. Também é utilizada durante as aulas pelos evangelizadores como um instrumento para passar um ensinamento de forma mais dinâmica. Na quarta-feira, quando acontece nossa reunião de pronto-socorro espiritual, aberta ao público, a música tem por objetivo amparar os enfermos (encarnados e principalmente desencarnados) que ali se encontram, deixando o ambiente propício para o trabalho. Já dizia Santo Agostinho: “Quem canta, ora duas vezes”.

"A música é vibração e pode estimular o Espírito, provando sensações de nível superior, permitindo vibrarmos em sintonia com esse algo superior, despertando a essência Divina que dorme em cada um de nós. Ao vibrar, sintonizamos com vibrações sutis que pululam no Universo. Podemos sentir vibrações que, por outros meios, não sentiríamos, emoções novas brotam na alma, levando o Espírito a querer evoluir. A música representa, pois, elevada interação vertical com as esferas superiores da vida universal." (Introdução do Estudo da Pedagogia Espírita - módulo IX - item 44)

Assim, com a participação de todos, jovens, tarefeiros, médiuns e crianças, é possível realizar um trabalho significativo por meio da música, contagiando aqueles que se reúnem a partir da vontade de fazer o bem.

17 de julho de 2018

Biografia de Batuíra





Antônio Gonçalves da Silva Batuíra (1839, Portugal – 1909, São Paulo) chegou ao Rio de Janeiro ainda criança. Por ser um rapaz muito ativo, corria para todo lado, recebeu o apelido de "o batuíra", o nome que se dava à narceja, ave muito ligeira, de voo rápido. Espírito idealista e humanitário defendeu arduamente a ideia da abolição da escravatura no Brasil, abrigou escravos fugitivos em sua casa e custeou um jornal para propagação das ideias liberais.

Devido aos seus costumes simples, adquiriu alguns terrenos desvalorizados, onde construiu sua residência e algumas pequenas casas que alugava às pessoas necessitadas. Foi casado com Brandina Maria de Jesus, com quem teve seu primeiro filho, Joaquim Gonçalves Batuíra. Irmã Brandina é a responsável espiritual pela Evangelização Infantil da Caravana do Amor.

O falecimento repentino do seu filho de apenas 12 anos de idade, do segundo casamento, fez Batuíra encontrar na Doutrina Espírita as verdades consoladoras, iniciando então seu interesse pelo trabalho de divulgação do Espiritismo e na prática da caridade, vivenciando o Evangelho em toda sua expressão. Tanto que, posteriormente, adotou uma criança com necessidades especiais.

Como homem conhecedor e atuante no Movimento Espírita, foi representante da Revista Espírita “Reformador”, da Federação Espírita Brasileira; fundador do Grupo Espírita Verdade e Luz; criador de uma pequena tipografia destinada à propagação do Espiritismo; médium curador; colaborador na criação da União Espírita do Estado de São Paulo, unindo Casas Espíritas de todo o Estado.

Devido ao seu Espírito bondoso e ao coração aberto, em sua casa jamais foi negada ajuda. Tornou-se símbolo de caridade e dedicação aos sofredores. O amor ao próximo é perceptível em todas as suas mensagens, que só enriquecem o caminho daqueles que as escutam com o coração.

Dentre as inúmeras mensagens trazidas por Batuíra, através da psicografia de Francisco Cândido Xavier, no livro Mais Luz, destacamos a seguinte: 

Confiemos nossas forças ao intercâmbio com a Espiritualidade, sob a luz da oração e do Evangelho. Estejamos certos de que a luz também luta para sobrepor-se ao domínio das trevas. Aceitemos o trabalho de socorro aos nossos companheiros que ainda jazem nas trevas e continuemos fiéis a Jesus hoje e sempre.” 

Essa mensagem nos aconselha, mostrando o caminho para a  conduta cristã, para que sejamos firmes contra as tentações materiais, sem nunca  esquecermos de ajudar àqueles que precisam.

10 de julho de 2018

Festa Caipira


Atenção a nova data!

A melhor época do ano já chegou! E a nossa Festa Caipira já está marcada!

Dia 04/08 (sábado)
Horário: 13h às 17h
Local: Grupo Espírita Caravana do Amor-Irmã Amálya
Endereço: Rua Ribeiro de Almeida nº 29  Barreto - Niterói

Esperamos vocês!

3 de julho de 2018

Palestra


Sempre abertas ao público, nossas palestras são uma oportunidade de aprofundar o estudo da Doutrina!

Dia: 28/07 (sábado)
Horário: ás 16:30h
Local: Grupo Espírita Caravana do Amor-Irmã Amálya
Endereço: Rua Ribeiro de Almeida nº 29  Barreto - Niterói

Você é o nosso convidado!