12 de outubro de 2011

Mensagem da criança


Dizes que sou o futuro,
Não me desampares o presente.


Dizes que sou a esperança da paz,
Não me induzas à guerra.

Dizes que sou a promessa do bem,
não me conduzas ao mal.

Dizes que sou a luz dos teus olhos,
Não me abandones às trevas.

Não espero somente o teu pão,
Dá-me luz e entendimento.

Não desejo tão só a festa de teu carinho,
Suplico-te amor com que me eduques.

Não te rogo apenas brinquedos,
Peço-te bons exemplos e boas palavras.

Não sou simples ornamento de teu caminho,
Sou alguém que te bate à porta em nome de Deus.

Ensina-me o trabalho e a humildade,
o devotamento e o perdão.

Compadece-te de mim e orienta-me,
para o que seja bom e justo...

Corrige-me enquanto é tempo, ainda que eu sofra...
Ajuda-me hoje, para que amanhã eu não te faça chorar.

(Meimei / Psicografado por Chico Xavier)

9 de setembro de 2011

O Filme dos Espíritos

Nova produção cinematográfica espírita aposta nos ensinamentos postulados por Allan Kardec em seu primeiro livro: O Livro dos Espíritos. O filme narra a descoberta da Doutrina Espírita por um homem que se encontra à beira do suicídio após a perda de sua esposa. O conhecimento das verdades espirituais encontradas no livro serve como bálsamo e ajuda na transformação interior ao responder a muitas de suas angústias.

No elenco estão: Nelson Xavier, Ana Rosa, Ênio Gonçalves, Etty Fraser, Felipe Falanga e grande elenco.

Assista ao trailer:

26 de agosto de 2011

Palestra: Pedagogia de Jesus


Não percam, amanhã, mais uma palestra em nossa casa!
Venham e tragam seus amigos.
Entrada franca.

21 de agosto de 2011

O nitrogênio e a nossa evolução


O nitrogênio é um elemento químico essencial para a sobrevivência dos seres vivos em nosso planeta, porém, por mais que vivamos imersos nessa substância – o ar que respiramos é composto por 78% de nitrogênio –, somos incapazes de absorvê-lo através de nossas vias respiratórias. “Por enquanto, não permite o Senhor a criação de células nos organismos viventes do nosso mundo, que procedam à absorção espontânea desse elemento de importância primordial na manutenção das vidas como acontece ao oxigênio comum.” (Os Mensageiros, Cap. 42, p. 103). Além disso, alguns de seus compostos podem constituir sério risco à saúde do homem, dependendo do estágio de oxidação em que se encontram, como por exemplo: nitrogênio amoniacal, nitrogênio albuminoide, nitrito e nitrato.

“Somente as plantas, infatigáveis operárias do orbe, conseguem retirá-lo do solo, fixando-o para o entretenimento da vida noutros seres. Cada grão de trigo é uma bênção nitrogenada para sustento das criaturas, cada fruto da terra é uma bolsa de açúcar e albumina, repleta do nitrogênio indispensável ao equilíbrio orgânico dos seres vivos. [...] Se o homem conseguisse fixar dez gramas, aproximadamente, dos mil litros de nitrogênio que respira diariamente, a Crosta estaria transformada no paraíso verdadeiramente espiritual. Mas, se muito nos dá o Senhor, é razoável que exija a colaboração do nosso esforço na construção da nossa própria felicidade.” (Idem).

Como nos relata André Luiz, no trecho do livro Os Mensageiros, citado acima, as plantas são nossa principal fonte de nitrogênio, através de um processo de simbiose com algumas bactérias do solo, chamadas de rizóbios. Essas bactérias absorvem o nitrogênio diretamente do ar e fornecem parte dele às plantas, que, por sua vez, o transforma em compostos, gerando as proteínas e os ácidos nucleicos tão importantes para a saúde dos animais.

Ao analisarmos a natureza com seu ciclo perfeito, o comportamento rude dos homens, e os ensinamentos dos espíritos, percebemos o quanto ainda temos de evoluir. Segundo André Luiz, muitas das disputas travadas pelos homens são, mesmo que imperceptivelmente, pela busca do nitrogênio, transformada em “movimento de paixões desvairadas, ferindo e sendo ferido, ofendendo e sendo ofendido, escravizando e tomando-se cativo, segregado em densas trevas!” (Idem). Se a nossa sobrevivência depende dele, nosso corpo clama por ele, mas ainda não somos capazes de entender verdadeiramente que a melhor forma de obtê-lo é através do amor incondicional ao próximo. Para isso, é preciso deixar de lado o apego à matéria e nos elevar espiritualmente.

O dia em que os homens aprenderem a amar não mais existirá guerras, ganância, inveja, vaidade; graças à providência Divina, serão capazes de sorver a quantidade de nitrogênio necessária à manutenção de sua saúde, e as doenças figurarão apenas nas lendas e histórias contadas por seus ancestrais.

19 de julho de 2011

Palestra: Bullying

Neste sábado, às 17:30h., teremos uma palestra em nossa casa sobre bullying, tema muito recorrente na atualidade e de grande importância para a educação e o desenvolvimento de nossas crianças e jovens.

Palestrantes: Aline Tavares (estudante de psicologia) e Juciara Diniz (psicóloga).

Venham e tragam seus amigos.

Rua Ribeiro de Almeida, 29. Barreto, Niterói-RJ. (Atrás do colégio Macedo Soares)

6 de julho de 2011

O Espiritismo se os Espíritos – Parte 3

Por mais absurdo que nos pareça a ideia de espiritismo sem espíritos, muitos irmãos estão atuando nos dias atuais numa pseudo tentativa de defender a Doutrina Espírita e que no fundo deixam a vaidade falar mais alto do que a humildade e a caridade tão bem exemplificada pelo querido Chico Xavier. Percebe-se claramente um processo de elitização desagradável do espiritismo, na tentativa de transformá-lo num espiritismo burocrático, aristocrático, que parece desejoso de fazer parte somente dos grupos dos intelectuais e eruditos.

Essa situação nos faz lembrar do Capítulo XI - Sermão do Monte, do Livro Boa Nova de Humberto de Campos, psicografia de Chico Xavier em que Mateus inocentemente diz à um pequeno grupo de mendigos que eles em nada poderiam contribuir na instalação do Reino de Deus na Terra, situações que animou o Mestre Jesus a falar a inesquecíveis palavras no Sermão do Monte. 

É certo que as comunicações dos espíritos estão de acordo com a evolução espiritual de cada espírito, e conforme as capacidades mediúnicas poderão ser boas em seu fundamento e na forma, ser boa no fundamento e ruim na forma, ser ruim no fundamento com belas e comoventes palavras, ou ser ruim no fundamento e na forma. Saber diferenciá-las é papel do encarnado mediante as orientações do Livro dos Médiuns.

Lamentamos o fato de a mediunidade, sublime oportunidade de redenção, ser colocada em segundo plano, que é o que vem sendo feito. Sabemos que os Espíritos responsáveis pelo Espiritismo têm ciência dessa situação, acreditamos que isso será passageiro, pois conforme as palavras de Jesus “não se perderá nenhuma ovelha do aprisco”.

Por fim, vejamos as palavras sabias e atuais do Kardec no artigo citado na Parte 1 e 2: 

Se o Espiritismo deve ganhar em influência, é aumentando a soma das satisfações morais que ele proporciona. Que aqueles que o achem insuficientes tal qual é se esforcem em dar mais do que ele; mas não é em dando menos, tirando-lhe o que nele faz o encanto, a força e a popularidade que o suplantarão.

2 de julho de 2011

O Espiritismo sem os Espíritos – Parte 2

Kardec incita-nos a refletir o que parece mais prudente ao bom senso. Pois os mesmos que aplaudem as belíssimas mensagens mediúnicas, ricas em conhecimentos e lições, pretendem agora calar a voz dos espíritos a fim de exaltar o próprio ego. E para refletir: o espiritismo terá mais chances de sucesso com ou sem o auxílio dos espíritos? Essa questão é essencial para esse estudo.

Esquecem os partidários do espiritismo sem espíritos que os espíritos de luz, que se manifestam por todos os lados divulgando as verdades eternas do Criador ultrapassam em inteligência e conhecimentos o homem encarnado. No fundo buscam auto proclamarem-se seres superiores, tal como os fariseus contemporâneos a Jesus Cristo.

É válido refletir também que os partidários da idéia de fazer espiritismo sem espíritos estão encarnados hoje, contudo, amanhã estarão ao lado daqueles espíritos de cuja comunicação rebaixaram, ou fizeram calar. Então como será a situação deles? Provavelmente desejarão comunicar-se com seus confrades encarnados para preveni-los do equívoco e não poderão, assim como narra S. LUCAS, cap. XVI, vv. 19 a 31, citado no CAPÍTULO XVI do Evangelho Segundo o Espiritismo.

Olhemos ainda a questão de outro ponto de vista. Quem fez a Doutrina Espírita? Foram os homens ou os desencarnados? Como podem as mensagens que outrora serviam para o trabalho redentor do espiritismo agora serem desnecessárias? Com base em que, foram rebaixados os espíritos, outrora encarregados do Espiritismo, a meros assistentes?

Concluímos com as palavras de Allan Kardec no artigo publicado na Revista Espírita de Abril de 1866:

Que dizer daqueles que, tomando sua opinião pela de todo o mundo, afirmam seriamente que, agora, em nenhuma parte se quer comunicações? Estranha ilusão! Que um olhar lançado ao redor deles bastaria para fazer desvanecer-se. De seu lado, que devem pensar os Espíritos que assistem às reuniões onde se discute se se devem condescender em escutá-los, se se deve ou não lhes permitir excepcionalmente a palavra para comprazer àqueles que tiveram a fraqueza de ter suas instruções? Ali se encontram, sem dúvida, Espíritos diante dos quais cairiam de joelhos se, nesse momento, se apresentassem à sua visão. Pensou-se no preço que se poderia pagar uma tal ingratidão?

Veremos ainda a terceira parte do estudo. Aguardem!


29 de junho de 2011

O Espiritismo sem os Espíritos - Parte 1

Há algum tempo ouvimos a Mentora Espiritual de nosso grupo repetir algo muito certo – o lugar de espírito é na casa espírita. Prudente recomendação, pois assim como o acadêmico de medicina necessita do internato e residência, não é menor a necessidade da prática mediúnica no estudo espírita. Deve haver uma associação de conhecimento teórico e experimental para que o espiritismo venha alcançar seus sublimes objetivos. 

Quanto aos conhecimentos teóricos sabe-se que o espiritismo possui hoje enorme bibliografia1, fruto de muito trabalho nos dois planos, esforços que objetivam a evangelização de encarnados e desencarnados mediante o postulado da caridade. Proporcionando além de uma base sólida, conhecimentos elucidativos a vários campos do conhecimento.

A prática mediúnica em reuniões desobssessivas, por exemplo, constitui-se laboratório fecundo para a vivência dos conhecimentos teóricos adquiridos e oportunidade de praticar a caridade a tantos doentes da alma que deixaram o corpo físico e permanecem alheios à realidade espiritual.

Acrescenta a Mentora que atualmente o ideal mediúnico cristão vem sendo deixado para segundo plano, sob a desculpa de uma fidelidade doutrinária que na verdade afasta-se mais e mais do método científico utilizado por Alan Kardec. Desconsiderando o caráter experimental científico da Doutrina Espírita que foi concebida livre de preconceitos e mediante o direcionamento do alto. Alegam ainda que não necessitamos mais do intercâmbio mediúnico, pois, estamos já vivenciando a era da regeneração e que nos basta a mediunidade intuitiva e telepática.

Tal iniciativa também ocorreu nos primórdios do espiritismo, como consta na Revista Espírita de abril de 1866, quando um determinado grupo de espíritas levantou a divisa: Não mais comunicações dos Espíritos. Movimento que se baseava no seguinte:

Os espíritos que se comunicam são os espíritos comuns que não aprenderam o suficiente. Cabe portanto ao encarnado estudar os grandes enigmas da natureza e submeter à sua própria razão.

Constata-se que não se trata de negar as comunicações e sim de estabelecer uma superioridade do pensamento do homem sobre a mesma. Ou seja: livrar o espiritismo do ensino dos espíritos.

Veremos posteriormente como Kardec analisou essa iniciativa e faremos ainda novas observações.

Até breve.


1 – Dentre as obras espíritas destacamos e recomendamos as obras básicas do espiritismo, é claro, e as de André Luiz, psicografadas por Francisco Candido Xavier.

6 de junho de 2011

Ser Espírita

Lembro-me de quando conheci a Doutrina Consoladora dos Espíritos. No começo, um mundo “novo” e “desconhecido” surgiu diante de mim. Senti-me como uma pessoa que acaba de encontrar um tesouro, e realmente o havia encontrado. Iniciei no trabalho e, à medida que servia, fui descobrindo a satisfação dos deveres cumpridos. Quanta felicidade! Reencontrei amigos de outras vidas, pois guardava, e ainda guardo, a nítida impressão de que já os conhecia. “Sou espírita.”, dizia.

No entanto, hoje, relembrando esses fatos, me dei conta de algo que me fez refletir bastante: O que é ser espírita? Kardec nos afirma que o espírita verdadeiro é aquele que luta dia após dia para domar suas más inclinações, que se esforça para adquirir as nobres qualidades citadas no Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo XVII, no item “Os bons espíritas”. É aquele, enfim, em quem os princípios do espiritismo fazem vibrar as fibras do ser, assim como o músico que se comove com os acordes. Sim, em termos de reforma íntima, isso é ser espírita.

O Cristo também não exigia a perfeição dos seus seguidores, mas que esses, ao Lhe seguirem os passos, realmente O seguissem em espírito e verdade: “Aquele que pegando no arado, olha para trás, não é digno de mim.” (Lucas 9, 62); “Aquele que quiser vir após mim, que negue a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me.” (Matheus 16, 24). Essas palavras servem de advertência, pois bem sabia Jesus que muitos seriam os chamados, mas poucos se fariam escolhidos. O apóstolo Pedro negou o Cristo três vezes. Quando soube que também seria crucificado, pediu que o fosse de cabeça para baixo, pois não se achava digno de morrer como Jesus. Maria de Magdala, que era mulher de má vida, mal vista pela sociedade, amou o Cristo com tanto ardor, que O seguiu até na crucificação. Paulo de Tarso que, quando ainda se identificava como Saulo de Tarso, Doutor da lei dos judeus, perseguiu cristãos e foi o responsável pela morte de Estevão. Ao ter a visão gloriosa de Jesus nas portas de Damasco, transpôs tantos abismos existentes entre ele e o Cristo, que deu a própria vida em favor do Evangelho. Quanta transformação moral! Muitos outros também souberam negar a si mesmos, para seguirem os passos de Jesus.

Hoje, o Espiritismo, que é o Cristo redivivo, também nos chama para os testemunhos da fé, pois, os dias de testemunhos virão, e experimentaremos as decepções, as perseguições gratuitas, inclusive as espirituais, os golpes recebidos daqueles que amamos profundamente, a solidão, as mudanças exigidas, os momentos de luta contra nós mesmos, a renúncia, o sacrifício pessoal. Nestes dias, comuns a todos, refletiremos, e a afirmação espontânea do início transforma-se em interrogação fatal: “Sou Espírita?”. Estamos por misericórdia no espiritismo, mas será que este está em nós? É necessário prosseguir firme em nossos ideais para que, como diz a nossa querida mentora Irmã Amálya: “Cada sofrimento seja um ressurgir para Jesus.”; e ainda: “É dever de todo Cristão fazer da noite um dia e do inimigo um irmão.” Ao ouvir o lema de nossa casa espírita: “Venha como estás, a casa é de Jesus.”, eu penso: “Mas não permaneça como estás, a casa é de Jesus.”